credo humaníssimo
8 outubro, 2011
fazer da música armadura.
do destino, um lugar onde se deitar.
estar pronto para o infinito:
ser vazio
plenamente
primaverar-te invérnico
no calendário já sem dias por contar:
abriste aquele livro da tua juventude
e a folha seca
segredada
ali
ainda marcava a página do poema
que traduzia teu amor
embora esfarelada